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12 julho, 2007

Para o Pan, bilhões. Para os trabalhadores, tiros, remoções e retirada de direitos.

Enquanto bilhões são gastos nos Jogos Panamericanos, o povo não tem onde morar. Não tem emprego, saúde, educação e sofre pela violência cada dia maior. Nas vésperas do Pan, vivemos um aumento da criminalização da pobreza. Essa é a explicação do massacre que ocorreu no Complexo do Alemão.

Com a desculpa da segurança, as comunidades mais pobres do Rio são ocupadas militarmente. Sofrem com o Caveirão e se promove uma chacina da polícia contra os moradores.

O governo faz de tudo para construir a imagem de uma terra de faz-de-conta simbolizada por Cauê.

Neste mundo da ilusão tudo aparece ensolarado e feliz. Enquanto isso a violenta ação dos governos remove famílias, persegue ambulantes e moradores de rua, reprime os movimentos sociais que resistem a essas ações. Como se estivessem fazendo uma "limpeza social".

Lula, Sérgio Cabral e César Maia já anunciaram que querem transformar essas mega-operações de repressão em modelo padrão de política de segurança.

Mais massacres já estão anunciados. Os próximos alvos são Maré, Mangueira, Rocinha, Jacarezinho, Providência. Portanto, não se trata de uma questão momentânea, mas sim de algo que temos que enfrentar a partir da organização de todas as forças populares. Não podemos continuar a contar cadáveres!

Saudamos os atletas e desportistas e toda a população

Saudamos os atletas e desportistas que participam dos Jogos. Mas queremos denunciar a invasão armada que sofrem nossas comunidades, o genocídio que ocorre por ocasião deste evento e o desvio e o inchaço de verbas. Em meio a uma série de irregularidades, os governos federal, estadual e municipal já gastaram cerca de R$ 5 bilhões com o Pan. É um valor quase 20 vezes superior ao que foi gasto, em média, nas edições anteriores!

Esses recursos poderiam financiar a construção de mais de 150 mil casas populares Poderiam ser investidos em áreas sociais, gerar mais empregos, melhorar a saúde e a educação. Enquanto os governos atacam os direitos dos trabalhadores, como a aposentadoria e o direito de greve, a maioria da população brasileira sofre. Sofre pelo aumento do desemprego, da fome e da miséria, que levam milhões ao desespero.

Queremos melhorar a vida para toda a população

Por tudo isso, organizamos um Ato Político Nacional, em 13 de julho, dia da abertura do Pan. Não se trata de um ato contra os Jogos, mas sim contra a lógica neoliberal que massacra milhares de famílias. É um ato de denúncia da violência, da chacina, da fome e da miséria. Contra a reforma da previdência, que dificulta ou inviabiliza a aposentadoria daqueles que dão os melhores anos de sua vida para construir este país. Contra todas as reformas que retiram os direitos dos trabalhadores e da juventude. Contra a política econômica do governo federal que privilegia o lucro de banqueiros, empresários e do agronegócio. Contra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que quer congelar por 10 anos os salários dos servidores federais.

Ato Nacional de Luta

13 de julho – 6ª f.

Concentração a partir das 11 horas, em frente à sede da Prefeitura (Av. Pres. Vargas).



Uma manifestação pela vida e pelos direitos dos trabalhadores

Esse Ato é de apoio às lutas e greves por melhores condições de vida, salário e trabalho.

É em apoio a todos os moradores de comunidades e ocupações que resistem às remoções e despejos.

É em apoio às lutas dos estudantes pelo passe livre e por uma educação pública e de qualidade.

É uma busca para unificar as lutas dos trabalhadores empregados e desempregados da cidade, do campo e da juventude.

Essa mobilização vai denunciar os escândalos de corrupçãoque envolvem os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Vai denunciar que ao mesmo tempo em que o governo federal arrocha os salários, o presidente e os parlamentares reajustaram seus próprios salários em 29%.

Queremos deixar claro que a violência cresce no campo e na cidade, alimentada pela falta de saúde, de educação, de salário, emprego, terra e moradia. Enquanto isso não se faz Reforma Agrária, nem Reforma Urbana. Não há geração de emprego decente para o povo.

Manifestação dia 13 de julho

Por tudo isso convidamos todo o povo trabalhador a construir o Ato Nacional de Luta, no dia 13 de julho. Enquanto os poderosos gozam da satisfação de participar dos camarotes dos Jogos Pan-americanos, estaremos nas ruas do Rio, mostrando aos trabalhadores do mundo que resistimos aos violentos ataques do capitalismo.

Sabemos que só com a nossa unidade, com a continuidade da unificação de nossas lutas e mobilizações, poderemos construir uma saída dos trabalhadores para o nosso país.

Só nossa luta é capaz de garantir um melhor futuro e uma nova sociedade sem explorados e oprimidos.

* Contra a violência policial e a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais!

* Contra as remoções e despejos!

* Contra a reforma da previdência e todas as reformas que retiram direitos dos trabalhadores e da juventude!

* Contra a política econômica do governo federal!

* Pela unificação das greves, lutas e mobilizações na cidade e no campo!

* Pelas reformas agrária e urbana!



ADUFF-SSind, ANDES-SN/RJ, ASSEMBLÉIA POPULAR, ASSIBGE-SN, Associação Nossa América, CEDAPS, CBLB, CMI/RJ, CMP, CONLUTAS, CONSELHO POPULAR, CUT/RJ, FASE RIO / FELRU (Fórum Estadual de Luta pela Reforma Urbana), FLP, Fundação Bento Rubião, GTNM, IBASE, Frente Contra Remoção e Pela Moradia Digna, INTERSINDICAL, JUSTIÇA GLOBAL, LS/Nós não vamos pagar nada, Lutarmada, Mandato Chico Alencar/PSOL, Mandato Eliomar Coelho/PSOL, Mandato Marcelo Freixo/PSOL, MNLM, Mov. Juv.Trabalhadora, Movimento Tamoio, MPL, MST, NAJUP-RJ, NPC, Núcleo Trab. Em Universidades/PSOL, PCB, PCdoB, PSTU, REDE CONTRA A VIOLÊNCIA, RENAJORP, .RENAP, SEPE, Sindsprev-RJ, SINTRASEF, SINTUFF, SINTUFRJ, SINTUPERJ, UJR, UMP

07 julho, 2007

É preciso defender as lideranças sociais e populares

Escrito por Fernando Silva

01-Jul-2007

No próximo dia 18 de julho, na sede central da Apeoesp em São Paulo, diversas entidades do movimento sindical e popular estarão articulando um ato pela reintegração dos metroviários perseguidos pelo governo Serra e pela companhia do Metrô; assim como pelo fim das perseguições aos dirigentes e ativistas dos movimentos sociais combativos.

Trata-se de uma iniciativa que merece ser saudada e ampliada, pois é muito grave a ofensiva sobre as lideranças que se levantam na defesa das reivindicações das suas categorias e movimentos e organizam a luta.

Vejamos o que está ocorrendo no país neste ano.

Dirigentes dos sem-terra, como Marcelo Buzzeto, foram presos, em uma inequívoca demonstração de que a criminalização dos movimentos sociais é um dos pilares da política dos governos e do latifúndio.

O movimento de controladores de vôo teve uma reação furiosa do governo e da cúpula da Aeronáutica, com o afastamento de 14 controladores e a prisão de alguns deles. Ao mesmo tempo, o governo Lula acena com uma MP que daria uma gratificação salarial (caso os controladores não façam mais nenhum tipo de movimento). Uma clara tentativa de dividir o movimento e isolar suas lideranças.

No movimento sindical urbano foram afastados cinco metroviários que participaram com destaque da paralisação contra a emenda 3 realizada no dia 23 de abril passado; são lideranças que também têm cumprido um papel de destaque na luta contra a privatização do Metrô. Três deles não estão ainda reintegrados. São os casos do vice-presidente do Sindicato, Paulo Pasin, do diretor executivo, Alex Fernandes, que estão afastados sem receber salários e quaisquer benefícios enquanto durar o inquérito que visa demiti-los por justa causa. Outro diretor, Ciro Moraes, embora não esteja afastado, está impedido de voltar ao seu local de trabalho.

Há outros inúmeros exemplos pelo país, preocupantes, ainda mais se considerarmos o endurecimento do governo Lula para com as greves no setor público, como no INCRA e no IBAMA, e a tentativa de impor uma lei anti-greve.

Ou seja, há uma política dirigida para atacar as lideranças dos movimentos e os setores da classe trabalhadora que mais estão confrontando as mazelas de uma agenda profundamente anti-popular.

Dessa forma, iniciativas como o ato do dia 18 de julho em defesa dos metroviários perseguidos são de extrema importância.

Trata-se aqui de construir uma campanha prática pelo fim das perseguições e punições às lideranças das lutas sociais, pela liberdade das lideranças presas, reintegração de trabalhadores demitidos e afastados, contra a criminalização dos movimentos sociais e contra a lei anti-greve nos setores e serviços públicos.

Fernando Silva, jornalista, membro do Diretório Nacional do PSOL e do Conselho Editorial da revista Debate Socialista.

16 janeiro, 2007

Nota do Sindicato dos Metroviários de SP sobre o acidente da estação Pinheiros da Linha 4 e implantação de PPPs, terceirizações e privatizações

Diante do mais grave acidente ocorrido na obra da estação Pinheiros da Linha 4 – Amarela, o Sindicato dos Metroviários de SP reitera seu pesar pelo trágico acontecimento da última sexta-feira, 12/01, e se solidariza com todas as vítimas envolvidas no acidente.

Igualmente, o Sindicato reforça seu posicionamento de contrariedade a qualquer Parceria Público-Privada (PPP), terceirização e/ou privatização, reivindicando que as obras da Linha 4 – Amarela sejam interrompidas até que as causas deste e de todos os acidentes já ocorridos sejam apuradas, bem como seja revista e corrigida a forma como a obra está sendo conduzida.

É inadmissível que a vida de cidadãos seja colocada em risco por conta do descaso de órgãos governamentais em parceria com a iniciativa privada.

Luta

Há anos o Sindicato dos Metroviários vem cumprindo o papel de denunciar e tentar barrar a implantação da PPP, principalmente no Metrô, mas o próprio Tribunal de Justiça deu aval à Cia. do Metropolitano e ao governo do Estado para que a PPP da Linha 4 – Amarela fosse concretizada.

Os metroviários chegaram a realizar uma greve de 24 horas no dia 15/08/06 para tentar barrar o processo de privatização do Metrô e colocar em evidência os riscos que os cidadãos correm com uma empresa privada gerenciando um serviço público, essencial.

O objetivo foi alcançado em partes, pois a população passou a debater as mazelas acerca da privatização. Porém, as obras e o processo de licitação continuaram, paralelamente à ocorrência de acidentes nas obras da futura Linha 4 – Amarela.

Antes da última sexta-feira, 12/01, quando um desmoronamento colocou em xeque a vida de trabalhadores da obra e moradores da região, outros dez acidentes vitimaram cidadãos, causando, inclusive, a morte de um operário.

Em virtude da ocorrência dos dez acidentes anteriores, o Sindicato já havia solicitado a fiscalização e investigação das causas dos acidentes, mas não obteve retorno.

Mão-de-obra metroviária

Ao longo dos últimos anos, os metroviários de São Paulo vêm denunciando o processo de esvaziamento do papel estratégico das áreas e dos profissionais que, desde a criação do Metrô, em 1968, foram responsáveis pela excelente gestão das obras e da construção do metrô paulista.

Infelizmente, o governo do Estado e a direção do Metrô passaram a privilegiar os processos de concessão e terceirização, provocando o desmonte das gerências de Projeto Civil, Construção Civil e Montagem, que sempre acompanharam, gerenciaram e fiscalizaram as obras.

A manutenção destas áreas passou a ser considerada “onerosa” e, portanto, o governo do Estado e Cia. acharam que seria conveniente adotar este modelo de gestão que transfere para o consórcio vencedor da concorrência toda a responsabilidade pela execução da obra, sem nenhum controle ou gestão das áreas técnicas do Metrô. E deu no que deu.

Todas as obras realizadas pela Cia. do Metrô eram realizadas com acompanhamento de profissionais com larga experiência e reconhecimento técnico internacional que fiscalizavam as obras metro a metro, tendo a responsabilidade de avaliar as condições de segurança e durabilidade de cada etapa, fazendo sua liberação depois de criteriosa análise técnica.

Esta sistemática garantia a segurança na execução das obras, pois a equipe técnica do Metrô, com conhecimento multidisciplinar, contava com especialistas em escavação, concreto, estrutura, etc. Esta característica de condução das obras do Metrô eram questionados pelas empreiteiras, que alegavam retardar sua produção.

As regras internas que o Metrô estipulava eram muito mais rigorosas. Além das exigências legais, existiam notas técnicas e normas técnicas que as empreiteiras tinham que cumprir.

Medidas que serão tomadas

O Sindicato dos Metroviários de SP não concorda com a isenção da responsabilidade do governo do Estado e da Cia. do Metrô, visto que foi uma decisão política adotar esta metodologia de construção de Metrô, e repudia a tentativa da empreiteira de responsabilizar fenômenos naturais de amplo conhecimento de técnicos e engenheiros, como responsável por esta lamentável tragédia.

Por isso, o Sindicato vai solicitar uma reunião com o governador do Estado, José Serra, para debater a continuidade das obras da Linha 4 – Amarela com a participação dos técnicos da Cia.

Vai solicitar a paralisação temporária das obras, para realização de uma auditoria de órgãos especializados e independentes não só no local do acidente, bem como em toda a sua extensão, para garantir a necessária tranqüilidade de toda a população que vive ao redor das obras.

Também vai cobrar a sua participação no processo de investigação que foi determinado pelo governo; continuará acompanhando de perto e apoiando as medidas que vêm sendo tomadas pelo Ministério Público e Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), inclusive com pedido de instalação de uma CPI.

Outra reivindicação do Sindicato será a efetiva integração da população (principalmente moradora dos arredores das obras) com a empreiteira, para que os cidadãos sejam ouvidos e que recebam as satisfações merecidas. Ocorrências que poderiam resultar em acidentes como o que aconteceu foram relatadas por moradores e operários e ignoradas pela empreiteira, conforme as denúncias veiculadas na imprensa.

Este não é o Metrô que São Paulo quer, nem tão pouco merece.

Por isso, e por repudiar totalmente a forma atabalhoada e irresponsável como as obras da Linha 4 – Amarela estão sendo conduzidas, o Sindicato dos Metroviários de SP trabalhará intensamente para modificar esta situação e garantir os direitos dos cidadãos.



Abaixo relatamos, de acordo com levantamento feitos pelos órgãos de imprensa e pelo nosso departamento, os principais acidentes ocorridos desde março de 2005.



16/03/05: Três operários ficaram feridos após explosão no canteiro de obras da estação Butantã, provocada pela detonação de uma espoleta para implosão de rochas.

21/11/05: Um vazamento de gás paralisa as obras da estação Fradique Coutinho. O problema foi causado por uma escavadeira que danificou a tubulação da Companhia de Gás do Estado de São Paulo (Comgás).

02/12/05: Um funcionário que trabalhava na estação Vila Sônia foi atingido por uma barra de ferro e caiu em um poço de cerca de 27 metros. A vítima quebrou uma perna.

03/12/05: Uma casa afundou e a edícula de outra desabou por causa de uma infiltração de água nas escavações do Metrô entre as estações Faria Lima e Pinheiros. Outras três residências foram interditadas por medida de segurança.

06/12/05: A parede de uma loja na avenida Cásper Líbero, próximo a estação Luz caiu durante a demolição de um prédio vizinho, que dará lugar a estação Luz.

15/01/06: Cabos telefônicos foram atingidos quando técnicos que trabalhavam nas obras do Metrô faziam a medição do nível de água no subsolo próximo a estação Oscar Freire. Cerca de quatro mil casas ficaram sem telefone por três dias.

19/04/06: Uma fissura encontrada na parede de um túnel do Metrô provocou a interdição de oito casas na rua João Elias Saad, próximo a futura estação Oscar Freire.

03/05/06: Um corsa quase caiu em um buraco de aproximadamente 35 metros de profundidade aberto no canteiro de obras do Metrô próximo a estação Oscar Freire, depois de ser atingido por uma picape.

27/06/06: Um operário que trabalhava na obra da estação Fradique Coutinho foi atingido por um deslizamento de terra. Ele ficou parcialmente soterrado e foi levado ao Hospital das Clínicas com ferimentos leves.

03/10/06: O operário José Alves de Souza morreu soterrado depois de um desmoronamento em um túnel de 25 metros de profundidade na estação Oscar Freire. Outro operário sofreu escoriações e foi levado ao Hospital das Clínicas.

22 outubro, 2006

MANIFESTO DE APOIO AOS RODOVIÁRIOS

Movimento Passe Livre – Aracaju (MPL-Aju)

Diante dos últimos acontecimentos e cientes dos problemas que envolvem o Sistema de Transporte Público de nosso país, o Movimento Passe Livre – Aracaju, em público, manifesta por meio deste, apoio total e irrestrito à paralização dos trabalhadores rodoviários. Reafirmamos nosso interesse em unir forças na luta pela melhoria do Sistema de Transporte que hoje obriga o trabalhador a exercer uma carga excessiva de atividades, com baixa remuneração (com atrasos no pagamento e perda de poder aquisitivo), frota em péssimas condições de uso, ausência de direitos trabalhistas e outros problemas diários.

Além disto, a vida do usuário é posta em risco quando o trabalhador não possui as condições mínimas para o exercício de suas funções, ou seja, todos os dias. Com isso, o Movimento Passe Livre busca uma nova concepção de transporte público e conclama a sociedade sergipana para uma mobilização coletiva em prol da solução nos atuais problemas do transporte público e propõe uma união, junto aqueles que hoje manifestam-se por melhorias que beneficiem a todos que dependem direta ou indiretamente do Sistema de Transporte Público de Aracaju.

Movimento Passe Livre – Aracaju,

Aracaju, 19 de outubro de 2006.





Reggae e Socialismo: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12329912

Voto Helo?sa Helena - Sergipe: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12329912

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Todo apoio aos trabalhadores do transporte público de Aracaju

O DCE-UFS, Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Sergipe, não poderia deixar de expressar seu total apoio aos protestos e paralisações que os trabalhadores do transporte público estão promovendo diante do grau de exploração, abusos e desrespeitos que vêm sofrendo.
Não podemos admitir esta super-exploração do trabalhador que se expressa através dos baixos salários, do atraso no pagamento de salários, da longa duração da jornada de trabalho, do excesso de atividades, da sucateada frota de ônibus, descumprimentos dos direitos trabalhistas, da pressão dos empresários, etc.
A justa luta dos trabalhadores rodoviários também é uma luta dos usuários, inclusive da juventude. Por isso é fundamental o apoio, a união e a luta de todos aqueles setores que são explorados pelas empresas e pelo atual Sistema de Transporte de Aracaju.
Neste momento de mobilização, o DCE-UFS se soma aos trabalhadores e reafirma que só a união e a luta coletiva trarão conquistas.



Não à exploração dos trabalhadores do transporte público!
Por tarifas de ônibus justas!
Pelo Passe-Livre Estudantil!


DCE-UFS “Gestão Amanhã há de ser outro dia”




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15 outubro, 2006

Resoluções da CNAPS sobre as eleições de 2006 e o segundo turno

Nenhum voto em Alckmin.
Continuar na resistência ao neoliberalismo,
seja qual for o novo governo

Resoluções da CNAPS sobre as eleições de 2006 e o segundo turno

- Brasil, 6 e 7 de outubro de 2006 -

Acabou o primeiro turno e com ele a presença na cena eleitoral da única candidatura presidencial importante que tinha o objetivo de construção de uma alternativa de esquerda no Brasil, que esteve representada por Heloísa Helena e pela Frente de Esquerda encabeçada pelo PSOL. Foi uma campanha politicamente vitoriosa, em que Heloísa representou o Coração Valente da esquerda. No segundo turno, tanto a candidatura de Geraldo Alckmin quanto a de Lula da Silva, significam diferentes formas regressivas em relação às conquistas populares. Não temos ilusões sobre isto. Mas a tática num segundo turno não é necessariamente igual à do primeiro. Neste caso concreto, há a possibilidade tanto para o voto nulo quanto para o voto crítico em Lula, mas nenhum voto em Alckmin. Nosso lema geral continua sendo “Na luta pelo socialismo, construir a Resistência Indígena, Negra, Feminina e Popular contra o neoliberalismo”. E nossa posição será de oposição de esquerda a qualquer um dos concorrentes que vencer o segundo turno.

1. O processo eleitoral de 2006, tanto no que diz respeito à eleição presidencial quanto às estaduais e parlamentares, está sendo uma importante experiência para o povo e para a esquerda socialista brasileira. Terminado o primeiro turno, já podemos ter uma visão geral, mesmo que ainda inicial, dos seus resultados e perspectivas.

2. Numa disputa eleitoral na qual os candidatos mais votados não escaparam dos limites dos interesses fundamentais das diversas frações e setores que compõem o Bloco de Poder (político, econômico, social, cultural e midiático) burguês em nosso país, a novidade foi a candidatura de Heloísa Helena.

3. A sua candidatura e os resultado obtidos, dentro das grandes dificuldades e condições políticas e materiais adversas, foi uma importante vitória política da esquerda socialista, dos lutadores do povo que a encaparam, do PSOL e da Frente de Esquerda - também constituída pelo PCB e o PSTU. Heloísa Helena, com sua combatividade e paixão, representou o Coração Valente da esquerda, superando grandes obstáculos para levar a campanha de modo politicamente vitorioso até o fim. Destacamos também, como justa e acertada, a indicação do companheiro César Benjamin, que contribuiu substantivamente para dar densidade política à campanha, sendo um ator que dignificou o espaço de vice na chapa da Frente.

4. Toda esta experiência da primeira campanha eleitoral do PSOL e da Frente de Esquerda por este encabeçada, ainda precisa passar por uma avaliação mais profunda, seja para melhor entender os seus resultados, seja para um balanço de todo o processo que envolveu a definição do programa, da estratégia de campanha, das alianças, da formação das chapas e da sua coordenação cotidiana. Portanto, ainda é necessário um balanço mais aprofundado do seu significado essencialmente positivo.

5. A votação obtida pela candidatura de Heloísa Helena foi, assim, a expressão daquilo que foi possível acumular na atual correlação de forças e condições de luta. Os erros e falhas que possam ser identificados na sua condução, e que precisam ser discutidos, se situam dentro das dificuldades complexas colocadas para o seu lançamento e sustentação.

6. Dos sete deputados federais do PSOL, três conseguiram se reeleger, de modo combativo e independente: Ivan Valente (da APS de São Paulo), Chico Alencar (RJ) e Luciana Genro (RS). Fará enorme falta à luta popular a não eleição dos demais, especialmente a companheira Maninha (da APS de Brasília), assim como dos companheiros Fantazzini (SP), João Alfredo (CE) e Babá (RJ). Também fará grande falta os mandatos estaduais que, apesar, do excelente exercício parlamentar, da boa votação e do grande espírito de luta, não conseguiram se eleger por insuficiência de coeficiente eleitoral para a Frente de Esquerda em seus estados. A eles – Araceli Lemos (PA), Brice Bragatto (ES), Afrânio Boppré (SC) e Randolfe Rodrigues (AP) nosso forte abraço de companheiras e companheiros de uma luta permanente pelo socialismo, com ou sem mandatos parlamentares. Por outro lado, o PSOL elegeu três novos companheiros deputados estaduais, Giannazi (SP), Raul Marcelo (SP) e Marcelo Freixo (RJ) que seguramente saberão honrar os mandatos o que o povo está dando.

7. O PSOL que sai de seu primeiro teste nas urnas nacionais, tem uma bancada menor do que a inicialmente formada por deputados dissidentes do PT, mas o partido estendeu sua representatividade e reconhecimento nacional. Além do mais, tendo lançado candidatos em todos os estados brasileiros junto à Frente de Esquerda, na grande maioria dos casos encabeçada por militantes do partido, mostrou uma possibilidade de crescimento e enraizamento, que precisa ser bem estudada para ser melhor potencializada.

8. Como regra geral, estão de parabéns nossos candidatos a governador, vice-governador e senador, pelo importante papel que cumpriram na campanha, nos seus debates e com a demarcação política que realizaram diante de outros candidatos que se limitaram a defender, também nos estados, variações dos projetos neoliberais que nacionalmente foram patrocinados pelas candidaturas de Lula da Silva e Geraldo Alckmin. Destacaram-se, com votações relativamente mais expressivas, os companheiros Toninho Andrade (DF), Edmilson Rodrigues (PA), Clécio Luiz (AP), Plínio Arruda Sampaio (SP), Renato Roseno (CE) e Ricardo Barbosa (AL). Mas todos estão de parabéns pelo investimento militante que deram em mais esta etapa da resistência popular.

9. Temos certeza, entretanto, que somente o aprofundamento de suas definições políticas e de sua inserção nos movimentos sociais, poderá fazer do PSOL um instrumento político-partidário socialista, democrático e de massas capaz de responder aos desafios estratégicos que a construção de uma alternativa socialista em nosso país exige.

10. Os resultados parlamentares negativos, atingiram também os outros partidos da Frente de Esquerda: o PCB só elegeu um deputado estadual (no Amapá) e os candidatos do PSTU, mesmo nos estados de maior presença deste partido, obteve votações muito baixas. Já a chamada esquerda do PT, teve forte redução nas bancadas da DS, AE (que tiveram suas bancadas reduzidas a menos da metade). TM, FrS e BS praticamente ficaram sem bancadas e OT teve votações baixíssimas. Além disso, muitos dos petistas eleitos estão envolvidos com os escândalos do mensalão, quebra do sigilo bancário, compra de dossiê etc. Assim, o PT que sai das urnas é ainda mais identificado com o chamado campo majoritário, suas políticas neoliberais e os interesses dos grandes grupos econômicos
e, portanto, mais conservador, pragmático e fisiológico.

11. Acabou o primeiro turno e com ele a presença na cena eleitoral da única candidatura presidencial importante que tinha o objetivo de construção de uma alternativa de esquerda no Brasil, que esteve representada por Heloísa Helena e pela Frente de Esquerda encabeçada pelo PSOL.

12. Todo este processo de disputa político-eleitoral do primeiro turno veio ainda reafirmar a decisão correta de construção da alternativa do PSOL, desenvolvida principalmente por aqueles que também corretamente formaram dissidências e saíram do PT e do PSTU. Assim como o total acerto do lançamento da candidatura de Heloísa Helena a presidente, sem a qual a disputa eleitoral de 2006 ficaria limitada a variantes do neoliberalismo.

13. No segundo turno, ambas as propostas de governo dos candidatos Geraldo Alckmin e Lula da Silva, seja pelo que expressam, seja pelo que já praticaram, seja pela composição de suas alianças, significam diferentes formas regressivas em relação aos direitos dos trabalhadores. Não temos ilusões sobre isto.

14. No segundo turno, Alckmin continuará evitando mostrar sua verdadeira face de inimigo do povo e bastião dos interesses do grande capital internacional e nacional. Suas relações de classe, seu passado político e de seus aliados, são a cara do conservadorismo e do reacionarismo típico da direita. E prometerá melhorias que a coligação PSDB-PFL nunca fez e uma ética que nunca teve. Por outro lado, sem Heloísa Helena na cena eleitoral e sem divergências fundamentais de estratégia e métodos de governar, Lula agora vai aos debates tentando reduzir tudo à comparação de estatísticas que não representam diferenças fundamentais. E continuará manipulando a simbologia de um passado de lutas que não mais é exercitado. O segundo turno será dominado, também, pela troca de acusações de corrupção num vale tudo onde, ao final, o que fica nítido é que estas duas coligações, em que pesem suas diferenças de origem e o grau de responsabilidade histórica sobre a corrupção no país, acabam muito comprometidas também nesta questão.

15. A Executiva do PSOL tirou uma posição de nenhum apoio a ambos os candidatos, liberando o voto dos seus filiados. Entendemos isto considerando que, depois do tipo de embate realizado durante o primeiro turno, dificilmente a posição expressa oficialmente pelo PSOL como partido poderia ser outra.

16. Entretanto, entendemos que, num segundo turno, a tática não é necessariamente igual à do primeiro. Assim, esta posição da executiva nacional do PSOL, abre a possibilidade, na prática, tanto para o voto nulo quanto para o voto crítico em Lula, pois consideramos impossível que a militância de esquerda venha a dar algum voto em Alckmin, e muito menos indicar voto para este candidato. Portanto, pode ser legítimo tanto o voto nulo quanto um voto crítico na candidatura de Lula. Isto se dá pelo fato de que uma importante parte dos movimentos sociais sérios e combativos do campo democrático e popular, tendo compreendido ou não - completamente e em toda profundidade - os enormes equívocos e a prática burguesa do governo petista de Lula, ainda acredita na possibilidade de reversão dos seus rumos e, portanto, os apóiam.

17. A APS não tem ilusões sobre isto. Mas, compreendendo este contexto, acredita que um segundo mandato de Lula poderia, inclusive, pela reincidência de políticas neoliberais e outras práticas nefastas, contribuir para uma maior consciência deste seu caráter atrasado e manipulador (que reforça práticas e concepções ideológicas dos grupos dominantes) entre aqueles ativistas sociais que ainda acreditam que este seja ou ainda possa vir a ser uma real alternativa de transformação social.

18. Por outro lado, não é possível impedir que qualquer militante enraizado nos movimentos sociais ou presente na ação institucional, expresse suas posições, seja a de um voto crítico em Lula, seja a de voto nulo – já que, na prática, não há nenhum sinal de que algum militante do PSOL possa vir a votar em Alckmin.

19. Tudo isto significa que o nosso principal esforço deverá ser dirigido para a busca da construção de uma plataforma de luta para resistir às políticas regressivas que certamente virão, qualquer que seja o presidente eleito neste segundo turno. Nosso lema geral de “Na luta pelo socialismo, construir a Resistência Indígena, Negra e Popular contra o neoliberalismo”, continua na ordem do dia. E nossa posição será de oposição de esquerda a qualquer um dos concorrentes que vencer o segundo turno.

20. Nesta tarefa, a APS buscará estar lado a lado com toda a militância do PSOL, assim como do PCB, do PSTU e de todos aqueles agrupamentos, correntes, movimentos sociais e militantes que ainda mantém o horizonte de luta pelo socialismo e que não querem aceitar novos ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo oprimido e discriminado de modo geral, ao meio ambiente, à soberania nacional e à auto-determinação dos povos.

Nenhum voto em Alckmin

Na luta pelo socialismo, construir a Resistência Indígena, Negra, Feminina e Popular contra o neoliberalismo

Combater todos os ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo oprimido e discriminado de modo geral, ao meio ambiente, à soberania nacional e à auto-determinação dos povos.

Construir a oposição de esquerda, qualquer que seja o novo governo

Coordenação Nacional da Ação Popular Socialista
Brasil, 6 e 7 de outubro de 2006

http://www.acaopopularsocialista.org.br/noticias/1423.htm


Reggae e Socialismo: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12329912

Voto Helo?sa Helena - Sergipe: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12329912

Fotolog: http://ubbibr.fotolog.com/mgabriel/

07 julho, 2006

Em defesa da liberdade de organização sindical

As entidades sindicais e dos movimentos sociais abaixo-assinadas se solidarizam aos professores e funcionários das escolas públicas estaduais e denunciam a tentativa do governo estadual de interferir na APP-Sindicato.

O secretário da Educação Maurício Requião cortou os salários e determinou o retorno às escolas de oito dirigentes da APP-Sindicato democraticamente eleitos em setembro de 2005. A direção sindical recorreu à Justiça e conseguiu suspender temporariamente a decisão.

Ignorando o período em que os sindicalistas estiveram amparados pela Justiça, o governo do Paraná abriu processo administrativo contra os dirigentes sindicais, alegando abandono de cargo, e cortou os seus salários.

Inconstitucional - O governo sustenta sua atitude na Lei 10.891/94 que pressupõe a liberação de dirigentes sindicais por no máximo dois mandatos. A lei está sendo contestada na Justiça porque fere a Constituição de 1988, que veda ao poder público a
interferência e a intervenção na organização sindical.

Só aos trabalhadores cabe eleger seus representantes e também só a eles compete decidir quem são os dirigentes liberados para o trabalho sindical.

A decisão do governo paranaense também desrespeita a Convenção 87 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), do qual o Brasil é signatário.

Motivos - O governo tenta interferir na liberdade de organização dos trabalhadores da Educação em retaliação à postura militante da APP-Sindicato, que atua com firmeza na defesa da educação pública e dos direitos dos educadores. O pleno exercício da liberdade e da autonomia sindical não é tolerado pelos governantes.

A APP-Sindicato não é o primeiro sindicato a sofrer perseguição do governo por ousar a defender os trabalhadores. Em 2005, o SindSaúde/PR também foi atacado pelo governo da mesma forma.

Perseguição sistemática - Outros processos administrativos contra dirigentes e lideranças de base da APP-Sindicato têm origem na manifestação que a APP-Sindicato promoveu em dezembro, na Secretaria da Educação. O ato buscava negociações para assegurar os direitos dos funcionários celetistas que estavam sendo demitidos. O governo não negociou e iniciou a repressão. Fatos posteriores, como o pagamento de direitos negados e a contratação provisória de funcionários para substituir os demitidos, comprovaram a base verdadeira das reivindicações.

Neste ano, a Secretaria da Educação criou a Ceduc (Comissão de Educadores), encabeçada por assessores, para percorrer o Estado em ação claramente anti-sindical. Num primeiro momento, a Ceduc se propunha intermediar as negociações entre os educadores e o governo. Desmascarada, passou a fazer propaganda contra a APP-Sindicato.

Além destes mecanismos, o governo não economiza dinheiro público para enviar às residências de professores panfletos e jornais caluniosos contra a direção da APP-Sindicato. Também usa e abusa da TV Educativa em matérias injuriosas.

Ao mesmo tempo em que denunciamos as arbitrariedades anti-sindicais do governo Requião, pedimos o apoio da sociedade paranaense na defesa da liberdade sindical, impedindo assim um flagrante e inaceitável retrocesso histórico.

ASSINAM:

CUT Nacional;
CUT Paraná;
CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação);
Apeoesp;
Apade;
Assembléia Popular;
Cepat;
CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais);
Dieese;
PSol (Partido Socialismo e Liberdade);
PT (Partido dos Trabalhadores);
Fetec-PR;
Mandato da vereadora de Curitiba Profª. Josete (PT);
Mandato do Dep. Estadual Tadeu Veneri (PT);
Mandato do Dep. Federal Dr. Rosinha (PT);
Marcha Mundial de Mulheres;
MNCR;
MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia);
Sindenel;
Sindi/Seab;
Sindicato dos Bancários de Curitiba;
Sindicato dos Servidores Municipais de Cambé;
Sindicato dos Vigilantes de Curitiba;
Sindipetro-PR/SC;
Sindipetro/RS;
Sindiquímica;
Sindiurbano;
SindSaúde/PR;
Sinteemar;
Sinteoeste;
Sismmac;
Sismuc;
Sitravest;
UBES;
UCES;
UPES.

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Voto Heloísa Helena - Sergipe: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12329912

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22 maio, 2006

ROMPER E CONTINUAR TRILHANDO O CAMINHO DA LUTA SOCIALISTA

“Não estamos perdidos,
Pelo contrário,
Venceremos se não tivermos
desaprendido a aprender”
Rosa Luxemburgo.


O Partido dos Trabalhadores nasceu das lutas sociais, da dura resistência contra o regime militar e, sobretudo, da vontade de independência política dos trabalhadores frente à dominação do sistema capitalista. Proclamou em seu Manifesto de lançamento, que sua participação em eleições e suas atividades institucionais se subordinariam ao objetivo de organizar as massas exploradas e suas lutas, visando à construção de uma sociedade igualitária, sem explorados nem exploradores.

Sua história se confunde com a construção de importantes organizações de defesa da classe trabalhadora, como a CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – CUT, a CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES – CMP, o MOVIMENTO DOS SEM TERRA - MST e muitos outros instrumentos de lutas espalhados pelo país inteiro.

Juntos, apoiamos e construímos lutas fundamentais pela redemocratização do país, como as campanhas memoráveis pelas Diretas Já e a do Fora Collor, mantendo uma postura clara contra a implementação do projeto neoliberal e a política de privatizações dos governos Collor e FHC. Realizamos inúmeras manifestações sempre motivados pela esperança de derrotar a hegemonia capitalista, tendo no Partido dos Trabalhadores o símbolo dessa esperança.

Todavia, o PT foi abandonando seu compromisso de ruptura com a ordem capitalista, assumindo como prioridade a ação institucional em detrimento da organização social e da luta. A identidade socialista, característica fundamental do partido desde a sua fundação, foi gradativamente substituída pela lógica do “partido da ordem”; “das personalidades”; “dos notáveis”; “das performances individuais em detrimento das ações coletivas”. A acomodação das vitórias eleitorais e a ampliação de alianças com partidos tradicionais e de direita veio coroar esta nova postura do PT.

Em 2002, com a chegada do partido ao Governo Federal e também ao Governo do Estado do Piauí, o quadro de degeneração se acentuou ainda mais. Sob o pretexto da governabilidade, partido e governo se confundem e fazem uma opção clara: a opção de ser governo a qualquer custo, mesmo que o preço seja a ruptura com suas bases históricas de sustentação.

Assim, desde o início do governo, Lula mantém na íntegra a política econômica de FHC, cumpre todos os acordos com o FMI e impõe a brutal Reforma da Previdência, retirando direitos essenciais da classe trabalhadora e preservando os privilégios dos sonegadores e devedores da previdência. Intensifica o projeto neoliberal com aprovação das leis de falência e dos transgênicos, da reforma tributária e das Parcerias Público Privadas, fortalecendo o capital e transferindo ao setor privado serviços que caberiam ao Estado.

Numa debandada histórica, o PT inverte todas as práticas partidárias, com deliberações de cima para baixo, e sepulta os debates internos. Constrói alianças fisiológicas, incentiva o inchamento imoral da legenda para obter maioria. No Governo, disponibiliza cargos e vantagens, mesmo as mais condenáveis, beneficiando políticos corruptos e também se corrompendo, privilegiando parentes, amigos e apadrinhados. No movimento sindical impõe uma camisa de força que paralisa a classe trabalhadora e transforma a CUT e muitos sindicatos em entidades dóceis aos patrões e ao governo.

Raiva, desilusão, indignação, revolta, perplexidade são reações de filiada(o)s e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores diante do envolvimento de dirigentes, parlamentares e assessores ligados ao PT em corrupção, jogando partido e governo numa grave crise. Podemos dizer que o PT é o principal protagonista de uma das maiores crises (política, ideológica, ética e moral), vividas pela esquerda brasileira e pelo próprio país.

Como se não bastasse, o PT intensifica a tática da ditadura interna contra filiada(o)s. Transforma militantes petistas em vilões, e os inimigos históricos são agora os “bons mocinhos”. No processo de resistência, parlamentares que desafiaram essa lógica foram punidos de forma autoritária e burocrática: Heloísa Helena, Babá, Luciana Genro e João Fontes, foram expulsos, outros, suspensos da legenda partidária – um marco histórico na descaracterização ideológica do partido e no desrespeito à democracia e pluralidade interna. Destacamos que desde a aprovação autoritária e tumultuada da reforma da previdência, em dezembro de 2003, o PT vem perdendo inúmeros militantes históricos.

As classes dominantes tentam desqualificar todo o pensamento de esquerda. Como expressa o manifesto da Assembléia Nacional Popular de Esquerda “A burguesia regozija-se com o naufrágio do PT e sob a ótica de que ‘todos os políticos são iguais’ aproveita o momento desfavorável da classe operária para negar a possibilidade de transformação social”. Reafirmamos enquanto militantes da esquerda socialista, que não aceitamos que se aproveitem da terrível crise do PT para enxovalhar e fechar o horizonte da luta socialista.

Diante desse quadro de degeneração da estrutura partidária, iniciamos um amplo processo de reflexões sobre a trajetória do PT. Após vários e longos debates, concluímos pelo seu esgotamento. Acreditamos que o PT perdeu sua identidade política e ideológica com a classe trabalhadora, não sendo possível fazer com que ele reassuma suas bandeiras históricas. Portanto, não nos reconhecemos mais nessa legenda partidária, pois nos mantermos no PT só contribuiria para semear ilusões sobre o seu futuro além de proliferar a enorme confusão de que ainda é possível disputar os seus rumos. Saímos do PT, respeitando a decisão dos que permanecem, numa compreensão de que nem todos perderam sua identidade ideológica.

O manifesto da Consulta Popular nos lembra que o impacto da crise gera um rearranjo das forças de esquerda e o surgimento de novas organizações: partidos, articulações sindicais e movimentos sociais surgem, gerando um importante debate ideológico entre os militantes. Entendemos que nesse momento a unidade entre as forças de esquerda não se dará em torno de um mesmo instrumento político ou mesmo de uma única tática.

Com essa clareza pensamos que o principal desafio da esquerda nesse momento é reunificar e reconstruir bandeiras que mobilizem a sociedade e que resgatem os sonhos da militância. Reelaborando as lutas socialistas e reorganizando a resistência ao neoliberalismo somos capazes de reunir forças e resgatar um novo projeto popular para o país. Continuamos na luta socialista ao lado de quem sempre estivemos: da classe trabalhadora.

“Sem medo, continuo crendo no futuro, ainda que esse futuro seja sombrio como uma cela e duro como um pão que precisa ser molhado de lágrimas. Depois desse futuro, haverá outro futuro – e esse é o futuro que me interessa”.
Cony

Teresina, 13 de maio de 2006.

Madalena Nunes – PT Floriano; Adriana Sousa –PT São João do Piauí; Gisvaldo Oliveira – PT Teresina; Élcio Francisco – PT Teresina; Jonas Moraes – PT Paes Landim; Janete César – PT Teresina.


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