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12 julho, 2007

Para o Pan, bilhões. Para os trabalhadores, tiros, remoções e retirada de direitos.

Enquanto bilhões são gastos nos Jogos Panamericanos, o povo não tem onde morar. Não tem emprego, saúde, educação e sofre pela violência cada dia maior. Nas vésperas do Pan, vivemos um aumento da criminalização da pobreza. Essa é a explicação do massacre que ocorreu no Complexo do Alemão.

Com a desculpa da segurança, as comunidades mais pobres do Rio são ocupadas militarmente. Sofrem com o Caveirão e se promove uma chacina da polícia contra os moradores.

O governo faz de tudo para construir a imagem de uma terra de faz-de-conta simbolizada por Cauê.

Neste mundo da ilusão tudo aparece ensolarado e feliz. Enquanto isso a violenta ação dos governos remove famílias, persegue ambulantes e moradores de rua, reprime os movimentos sociais que resistem a essas ações. Como se estivessem fazendo uma "limpeza social".

Lula, Sérgio Cabral e César Maia já anunciaram que querem transformar essas mega-operações de repressão em modelo padrão de política de segurança.

Mais massacres já estão anunciados. Os próximos alvos são Maré, Mangueira, Rocinha, Jacarezinho, Providência. Portanto, não se trata de uma questão momentânea, mas sim de algo que temos que enfrentar a partir da organização de todas as forças populares. Não podemos continuar a contar cadáveres!

Saudamos os atletas e desportistas e toda a população

Saudamos os atletas e desportistas que participam dos Jogos. Mas queremos denunciar a invasão armada que sofrem nossas comunidades, o genocídio que ocorre por ocasião deste evento e o desvio e o inchaço de verbas. Em meio a uma série de irregularidades, os governos federal, estadual e municipal já gastaram cerca de R$ 5 bilhões com o Pan. É um valor quase 20 vezes superior ao que foi gasto, em média, nas edições anteriores!

Esses recursos poderiam financiar a construção de mais de 150 mil casas populares Poderiam ser investidos em áreas sociais, gerar mais empregos, melhorar a saúde e a educação. Enquanto os governos atacam os direitos dos trabalhadores, como a aposentadoria e o direito de greve, a maioria da população brasileira sofre. Sofre pelo aumento do desemprego, da fome e da miséria, que levam milhões ao desespero.

Queremos melhorar a vida para toda a população

Por tudo isso, organizamos um Ato Político Nacional, em 13 de julho, dia da abertura do Pan. Não se trata de um ato contra os Jogos, mas sim contra a lógica neoliberal que massacra milhares de famílias. É um ato de denúncia da violência, da chacina, da fome e da miséria. Contra a reforma da previdência, que dificulta ou inviabiliza a aposentadoria daqueles que dão os melhores anos de sua vida para construir este país. Contra todas as reformas que retiram os direitos dos trabalhadores e da juventude. Contra a política econômica do governo federal que privilegia o lucro de banqueiros, empresários e do agronegócio. Contra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que quer congelar por 10 anos os salários dos servidores federais.

Ato Nacional de Luta

13 de julho – 6ª f.

Concentração a partir das 11 horas, em frente à sede da Prefeitura (Av. Pres. Vargas).



Uma manifestação pela vida e pelos direitos dos trabalhadores

Esse Ato é de apoio às lutas e greves por melhores condições de vida, salário e trabalho.

É em apoio a todos os moradores de comunidades e ocupações que resistem às remoções e despejos.

É em apoio às lutas dos estudantes pelo passe livre e por uma educação pública e de qualidade.

É uma busca para unificar as lutas dos trabalhadores empregados e desempregados da cidade, do campo e da juventude.

Essa mobilização vai denunciar os escândalos de corrupçãoque envolvem os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Vai denunciar que ao mesmo tempo em que o governo federal arrocha os salários, o presidente e os parlamentares reajustaram seus próprios salários em 29%.

Queremos deixar claro que a violência cresce no campo e na cidade, alimentada pela falta de saúde, de educação, de salário, emprego, terra e moradia. Enquanto isso não se faz Reforma Agrária, nem Reforma Urbana. Não há geração de emprego decente para o povo.

Manifestação dia 13 de julho

Por tudo isso convidamos todo o povo trabalhador a construir o Ato Nacional de Luta, no dia 13 de julho. Enquanto os poderosos gozam da satisfação de participar dos camarotes dos Jogos Pan-americanos, estaremos nas ruas do Rio, mostrando aos trabalhadores do mundo que resistimos aos violentos ataques do capitalismo.

Sabemos que só com a nossa unidade, com a continuidade da unificação de nossas lutas e mobilizações, poderemos construir uma saída dos trabalhadores para o nosso país.

Só nossa luta é capaz de garantir um melhor futuro e uma nova sociedade sem explorados e oprimidos.

* Contra a violência policial e a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais!

* Contra as remoções e despejos!

* Contra a reforma da previdência e todas as reformas que retiram direitos dos trabalhadores e da juventude!

* Contra a política econômica do governo federal!

* Pela unificação das greves, lutas e mobilizações na cidade e no campo!

* Pelas reformas agrária e urbana!



ADUFF-SSind, ANDES-SN/RJ, ASSEMBLÉIA POPULAR, ASSIBGE-SN, Associação Nossa América, CEDAPS, CBLB, CMI/RJ, CMP, CONLUTAS, CONSELHO POPULAR, CUT/RJ, FASE RIO / FELRU (Fórum Estadual de Luta pela Reforma Urbana), FLP, Fundação Bento Rubião, GTNM, IBASE, Frente Contra Remoção e Pela Moradia Digna, INTERSINDICAL, JUSTIÇA GLOBAL, LS/Nós não vamos pagar nada, Lutarmada, Mandato Chico Alencar/PSOL, Mandato Eliomar Coelho/PSOL, Mandato Marcelo Freixo/PSOL, MNLM, Mov. Juv.Trabalhadora, Movimento Tamoio, MPL, MST, NAJUP-RJ, NPC, Núcleo Trab. Em Universidades/PSOL, PCB, PCdoB, PSTU, REDE CONTRA A VIOLÊNCIA, RENAJORP, .RENAP, SEPE, Sindsprev-RJ, SINTRASEF, SINTUFF, SINTUFRJ, SINTUPERJ, UJR, UMP

22 outubro, 2006

Pelo voto nulo

PSTU

O segundo turno anuncia uma enorme polarização eleitoral no país. Lula e Alckmin vão para uma disputa acirradíssima. Uma eleição que estava praticamente ganha por Lula no primeiro turno transformou-se em uma disputa apertada por dois erros grosseiros do presidente e do PT. A montagem do dossiê contra José Serra e a ausência no debate na Globo causaram um terremoto na campanha.

Neste momento, mesmo os trabalhadores mais conscientes ficam na dúvida se não deveríamos apoiar Lula contra Alckmin. “Apesar de tudo, Lula era operário, e Alckmin representa a burguesia”. Ou ainda: “Lula é ruim, mas é de esquerda, enquanto Alckmin é de direita”.

Respeitamos muito a opinião e o sentimento desses trabalhadores, mas queremos explicar por que opinamos que a classe trabalhadora não deve apoiar nem Alckmin, nem Lula, e por que defendemos o voto nulo no segundo turno.

Alckmin é o candidato da direita tradicional, corrupta e antioperária...

Temos em comum com muitos trabalhadores a rejeição aos banqueiros, à direita, a Alckmin e ao PSDB-PFL. Alckmin é um candidato burguês, apoiado por uma parte dos banqueiros e da direita tradicional. Quem se lembra do que foi o governo Fernando Henrique não pode deixar de repudiar sua nova versão com Alckmin.

O tucano tem a cara de pau de se dizer “contra a corrupção” e pelo “desenvolvimento econômico”, mas é a continuidade do governo FHC, o responsável por um dos maiores (talvez o maior) escândalos de corrupção de todos os tempos. Só com as privatizações da Vale do Rio Doce e da Telebrás, o país foi roubado em cerca de 220 bilhões de reais, metade da atual dívida externa. Esse dinheiro foi enriquecer as multinacionais e os políticos do PSDB e do PFL.

O “desenvolvimento” defendido por Alckmin é o modelo neoliberal do FMI, imposto pelos governos Collor e FHC e também, infelizmente, por Lula. Um projeto que destrói a soberania do país, privatiza estatais, a educação e a saúde, dá bilhões a banqueiros e grandes empresários e retira direitos e renda dos trabalhadores.

...mas Lula não representa os interesses dos trabalhadores

A polarização entre Lula e Alckmin não é entre os trabalhadores, de um lado, e o capital, do outro. O governo de Lula, infelizmente, não governou para os trabalhadores e a maioria do povo, mas sim para banqueiros e grandes empresas.

As migalhas distribuídas no Bolsa Família têm a mesma explicação e o mesmo objetivo dos programas “sociais” dos governos de direita em todo o mundo: garantir uma base eleitoral e a aceitação do modelo neoliberal. Querem que o povo se iluda com pouquíssima coisa e aceite um plano econômico a serviço de banqueiros, empresários e latifundiários.

Não é por acaso que os banqueiros e a burguesia estão divididos neste segundo turno. Nas eleições de 2004, os banqueiros e grandes empresários financiaram tanto PT como PSDB, e agora estão apostando em Lula e Alckmin. Até Olavo Setúbal, o dono do Itaú, reconheceu que ``tanto faz`` quem ganhe.

Bush, o maior representante do imperialismo, segue apoiando Lula. No próprio governo, existem grandes representantes da burguesia e da direita, como José Alencar (dono da maior empresa têxtil do país) e Henrique Meirelles (BankBoston).

Alckmin é de direita e Lula não é de “esquerda”

No passado, Lula foi de esquerda, mas hoje faz um governo de direita. Como podemos definir um governo que seguiu o mesmo plano neoliberal de FHC? É de esquerda? Como definir um governo que manda tropas para o Haiti, a serviço de Bush? De esquerda? Como definir quem tem aliados como José Sarney, Maluf e Jader Barbalho? E a corrupção espantosa do governo Lula, não é a mesma da direita?

A realidade é que tanto Lula como Alckmin são representantes da grande burguesia e da direita neste país. Apesar de Lula ter uma origem operária e de esquerda, defende os mesmos planos de Alckmin. O voto em Lula agora é um voto em quem vai atacar duramente os trabalhadores com as reformas trabalhista e da Previdência.

Lula e Alckmin vão atacar os trabalhadores. Precisamos organizar a luta!

A Câmara dos Deputados já aprovou, por proposta de Lula, o decreto do Supersimples, que retira dos trabalhadores das microempresas o direito ao 13º salário e a férias. Os donos dessas empresas podem, alegando dificuldades financeiras, retirar estes direitos históricos dos trabalhadores.

Tanto Lula como Alckmin já se comprometeram a ampliar esta reforma a todos os trabalhadores. O argumento é o mesmo usado por governos de direita em todo o mundo: “retirar estes direitos estimula os investimentos”. Uma mentira, confirmada em todos os países em que a reforma trabalhista ocorreu. Os donos das empresas embolsam um lucro maior, e não existe “desenvolvimento” a mais.

A outra reforma, já definida tanto por Lula como por Alckmin, é da Previdência. O objetivo é elevar a idade mínima da aposentadoria para 65 anos.

Há uma enorme disputa eleitoral entre Lula e Alckmin. Mas não existe nenhuma diferença em seus projetos contra os trabalhadores, porque ambos defendem as mesmas propostas exigidas pelas grandes empresas. Se Lula representasse os trabalhadores e Alckmin a burguesia, teriam diferenças em seus programas. Mas não têm.

O voto nulo é a alternativa real

Afirmamos que votar em Alckmin é aceitar a volta da direita tradicional, que está tentando se aproveitar da falta de memória do povo em relação ao governo FHC.

Afirmamos que o voto em Lula é um cheque em branco para quem já demonstrou servir aos interesses dos banqueiros e está preparando um grande ataque contra os trabalhadores, caso reeleito.

O voto nulo não indica somente a falta de alternativas eleitorais para os trabalhadores neste segundo turno. Uma grande soma de votos nulos enfraqueceria as duas candidaturas e o futuro governo eleito.

Estivemos juntos com o PSOL e o PCB na Frente de Esquerda no primeiro turno das eleições, com a candidatura de Heloísa Helena. Chamamos esses partidos, assim como os militantes independentes, a afirmarem conosco a defesa do voto nulo no segundo turno.






Reggae e Socialismo: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12329912

Voto Helo?sa Helena - Sergipe: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12329912

Fotolog: http://ubbibr.fotolog.com/mgabriel/

DECLARAÇÃO DO P-SOL E PSTU EM MINAS SOBRE O SEGUNDO TURNO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O lançamento da candidatura de Heloísa Helena e a conformação da Frente de Esquerda, envolvendo o P-SOL, PSTU, PCB e PCR, se deu pela convicção destes partidos socialistas de que se fazia necessária ao povo brasileiro a possibilidade de uma alternativa eleitoral às candidaturas neoliberais do PSDB e PT. Apesar das tremendas dificuldades materiais da campanha e do brutal bloqueio da mídia burguesa, quase 7 milhões de brasileiros optaram por nossa candidata e nosso programa. Nossa campanha foi uma tentativa de esclarecimento ao eleitorado que o Brasil necessita de um governo que enfrente os interesses do capital imperialista e afirme a soberania de um projeto de desenvolvimento social; que obrigue as classes proprietárias a arcarem com os custos de um programa de erradicação de miséria e da pobreza em nosso país; que faça de fato a reforma agrária e não deixe uma única família camponesa fora da terra; que amplie ao máximo os mecanismos de controle social sobre as instituições públicas, para assegurar ao povo os direitos que a democracia dos ricos em nosso país teima em cercear.

Não fomos eleitos e o resultado final da votação colocou em disputa no próximo dia 29 os dois candidatos representantes do mesmo programa neoliberal e anti-popular que há doze anos ininterruptos atacam sem vacilar a dignidade de um povo e suas perspectivas de uma existência feliz e solidária.

Pelo que representou essa experiência prática de governo, por seus programas eleitorais apresentados no primeiro turno, por suas declarações e participação em debates, pelas alianças que aglutinaram em torno de si para o segundo turno nenhum dos dois pretendentes à presidência pode merecer a confiança do povo. Vença quem vencer, se sentirão livres desde o primeiro dia de seu governo para aplicar as medidas que os seus patrocinadores (banqueiros e especuladores, grandes magnatas da indústria e do agro-negócio, caciques regionais opressores do povo, lobistas e sanguessugas incrustados já no aparato do estado ou em conexão com o mesmo) esperam deles. Apoiando-se no resultado das urnas, completarão as reformas liberais que já iniciaram, cortando mais direitos previdenciários, trabalhistas e sindicais; priorizando recursos do orçamento público para pagamento da pretensa dívida aos especuladores; privatizando de variadas formas ainda o que resta da capacidade de intervenção estatal no domínio econômico que assegurasse o bem-estar do povo contra os privilégios do capital; orientando a política econômica para a prioridade às exportações em detrimento de um plano de investimento e consumo internos; beneficiando o agro-negócio contra a pequena propriedade, o superlucro dos monopólios contra o emprego, o festim do lucro fácil contra o meio-ambiente, o capital contra o salário. Ao povo, quando começar a vivenciar mais esse capítulo da dominação do capital neoliberal e globalitário, restará a frustração de um voto não correspondido. Mas também manifestará um desejo de luta.

Apoiar esse espírito de resistência é a que se devotarão o PSTU e o P-SOL, fortalecendo, para tanto, juntamente com as demais forças comunistas e socialistas, o instrumento político e social da Frente de Esquerda criado nessas eleições.

Somos oposição ao governo de Lula da Silva ou ao de Geraldo Alckmin para construir, junto à classe trabalhadora, aos movimentos sociais, a todos os segmentos sociais espoliados pela política do próximo governo neoliberal, um movimento capaz de despertar no povo a consciência do enorme potencial revolucionário de mudança que está adormecido dentre dele e que é o único fator de um Brasil para os brasileiros, livre e digno, um Brasil socialista.

Nem Lula, nem Alckmin: no segundo turno digitar 16 ou 50 e confirmar.

Belo Horizonte, 16 de outubro de 2006

Partido Socialismo e Liberdade

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

Vanessa Portugal – candidata ao governo de Minas pela Frente de Esquerda Socialista

Maria da Consolação Rocha – candidata ao senado pela Frente de Esquerda Socialista






Reggae e Socialismo: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12329912

Voto Helo?sa Helena - Sergipe: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12329912

Fotolog: http://ubbibr.fotolog.com/mgabriel/

31 maio, 2006

Aos companheiros do PSOL, PSTU, PCB e outros membros de organizações da esquerda socialista brasileira na oposição ao governo Lula.

Depois de mais de 15 anos de aplicação dos planos neoliberais em praticamente toda a América Latina e de respostas políticas que ampliaram a desigualdade social na maioria dos países da região, a polarização social e a resistência têm sido crescentes de norte a sul deste sub-continente e os desafios para a esquerda socialista e democrática são enormes.

No Brasil, durante estes poucos mais de três anos de experiência com Lula como presidente, e´ defintiva a conclusão que este governo, o PT e seus aliados colocam-se como obstáculos para luta popular, democrática e dos trabalhadores.

No dinâmico processo que são as lutas populares e dos trabalhadores, mais uma vez está colocada a possibilidade de unidade entre a esquerda socialista, nas lutas e nas eleições. É somente somando forças, com base nos movimentos populares e em defesa da organização independente dos trabalhadores que se pode obter importante impacto na crítica e na prática contra o neoliberalismo no Brasil. Uma frente de esquerda pode vir a ser importante ferramenta contra a dependência e o mecanismo de exploracao representado pela dívida externa, assim como constituir uma barreira à submissão do país às cirandas financeiras nacional e internacional. Por sua vez, o impacto desta soma de forças pode resultar na ampliação nas lutas do povo e dos trabalhadores, ao ajudar fazer esvair-se a resignação diante da desilusão com Lula e o PT.

Neste momento, e´ com grande alegria que tomamos conhecimedo das importantes discussões entre partidos e organizações da esquerda brasileira como o PSOL, PSTU, PCB e outros grupos no sentido de conformar uma frente da esquerda.

Desde a Europa, nos dirigimos às direções e membros deste partidos para saudar estas iniciativas. Queremos chamar a atenção para as grandes possibilidades que poderiam ser abertas com uma campanha efetiva para superação do PT e Lula, dentro e fora do Brasil. Mas para além destas possibilidades, queremos humildemente lembrar da imensa responsabilidade que tem a esquerda brasileira em apresentar uma saída unificada contra a falsa polarização representada pelo PT e PSDB nas eleições de 2006. Os acordos e as práticas comuns desses partidos para a sobrevivência do sistema capitalista dependente no Brasil demonstraram a farsa desta polarização. Uma frente de esquerda no Brasil seria muito maior do que a soma de suas partes, e teria repercurssões não somente no processo eleitoral, e não apenas no Brasil.

Durante este período neoliberal, a quantidade de brasileiros exilados economicamente tem sido crescente. Durante o governo Lula, a Inglaterra tem recebido cada vez mais imigrantes brasileiros. Neste país, nós já estamos construindo uma comissão de apoio a frente de esquerda brasileira para demonstrar não somente que há no Brasil alternativa ao neoliberalismo, seja ele de Lula/PT ou do PSDB/PFL, mas também para ajudar a mostrar a esquerda mundial que Lula e o PT encerraram sua etapa e já não falam em nome dos trabalhadores, estejam eles onde estiverem.

Entendemos que hajam diferenças e que a construção da unidade na esquerda socialista e´ sempre um processo difícil, mesmo no campo eleitoral, mas gostaríamos de lembrar da extrema importancia que teria uma campanha unificada da esquerda socialista em oposição ao neoliberalismo e à falsa polarização entre PT/PSDB.

Londres, 25 de maio de 2006

Pelo grupo pela frente da esquerda brasileira na Inglaterra (FEBI), subscrevem

Alfredo Saad Filho, professor universitário, SOAS, University of London

Adivalter Assis, eletricista em Londres

Barbara Maria Rodrigues, economista no Brasil, estudante de inglês e faxineira em Londres

Benedita Aires Whitehouse, auxiliar de ensino em Londres

Cleverson Souza, professor de História no Brasil, eletricista em Londres

Cristiane Nascimento, economista no Brasil, estudante de Inglês e garçonete em Londres

Fernanda Pereira Mariano, mestranda, University of Liverpool

Henrique Sa Earp, doutorando, Imperial College, University of London

Juliana Custódio, estudante de inglês e garçonete em Londres

Laércio Pereira, bancário no Brasil, assistente de deficientes físicos em Manchester

Marcelo Batarce, doutorando, London South Bank University

Marcelo Rodrigues, web designer no Brasil, ajudante de construção em civil em Londres

Mariane Coutinho, pós-doutoranda, University of Reading

Maria Prado, advogada no Brasil, recepcionista e segurança em Londres

Maria Elvira Mariano da Silva, mestranda, University of Salford, Grande Manchester

Sinesio Alves Junior, doutorando, UCL, University of London

Tony Saunois, membro do Secretariado Internacional do CIO/CWI


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